segunda-feira, 1 de abril de 2013


Lembram-se das Endoenças?


Só os mais velhos se recordarão da realização dos Autos da Paixão que a Torre de Dona Chama realizou nos anos cinquenta do século passado.
Mas, decerto, mesmo os mais novos terão ouvido falar das Endoenças e de um outro familiar ter nelas participado como figurante.






Se hoje seria difícil conceber uma produção desta natureza, com um palco gigante (montado no “Prado”, actual jardim e recinto de festas) e em que estiveram envolvidos centenas de figurantes, todos vestidos com traje de época, imagine-se a dificuldade que não foi realizar as Endoenças, nos meados do século passado!





Segundo a memória da minha mãe (Maria Augusta Mesquita) e outros, aqui fica a listagem de alguns participantes e personagens interpretadas:

Vitor Fortunato Pereira – “Jesus Cristo”

Maria Augusta Mesquita – “Nossa Senhora”

Mário Pires – “Judas”

Gilberto Bernardo – “Pilatos”

Norberto Carvalho – “Diabo”

Mário Serrano – “São João”

Libório SerranoRei Herodes

Florinda Teixeira – “Verónica”

Teresa Nozelos – “Madalena”

Mário Medeiros – “O Espia”

Ilda Pires, Hélia Pinheiro Alves e Ana Pinheiro Valente – 3 Marias

Ilídio Ferreira  Caifás

Viriato Felgueiras (Branco) – Anás

Carolino Serrano – Um dos ladrões




Muitos outros participaram mas, infelizmente, os registos da época, ou não existem, ou são de difícil acesso, valendo a memória (falível) dos poucos que ainda estão entre nós.
Todos eles foram dirigidos pelo Nuno Nozelos (que viria a escrever esse grande livro “Gente da Minha Terra”).
Dizem os que disso ainda têm memória que ficaram inesquecíveis, entre outros, os desempenhos da “Nossa Senhora”, de “Jesus Cristo” e do “Espia”, este sobretudo pela irreverência.






Aqui ficam algumas recordações das Endoenças realizadas nos anos cinquenta, em Torre de Dona Chama.
Quem sabe alguém pode contribuir para corrigir ou completar esta memória.

domingo, 18 de novembro de 2012

Fazer uma pausa


Por vezes a vida remete-nos para a nossa concha e não nos apetece estar para fora.

Não durará sempre...